ComeFogoNet - O lugar da dupla Come-Fogo na internet - Ribeirão Preto/SP

A carreira

30/Ago/2007 09:29, atualizado em: 08/Set/2007 11:13, da redação

A carreira

Eurípedes Fernandes nasceu em 1940, numa casa da Usina Junqueira, em Igarapava, interior paulista. Na infância, gordo como qualquer criança criada na roça, ganhou o apelido de Pipa, mais tarde transformado em Piter. Aos 13 anos já jogava como quarto-zagueiro no time da fazenda. Dois anos depois defendia as cores do Sport Igarapava. Numa partida contra o América, em São José do Rio Preto, o técnico do Diabo, João Avelino, ficou impressionado com o vigor físico de Piter e convenceu o pai, José Fernandes, a levá-lo para Rio Preto. "Só se ele for agora. É até bom, porque já está querendo namorar sério", falou o pai para Avelino, que não perdeu tempo e profissionalizou o jogador.
Foram quatro anos no América, antes da transferência para o Comercial, em 1960. Época em que atuou em times memoráveis, como o formado por Rosan, Piter, Jorge, Piloto, Amauri e Ferreira; Peixinho, Luiz, Paulo Bim, Jair Bala e Carlos César.
Em 1963, devido às boas atuações, foi convocado para a Seleção Brasileira de Novos que disputou a Copa América daquele ano na Bolívia. "O time principal ainda vivia as glórias da conquista do Bi mundial, um ano antes no Chile, então fomos representar o país no torneio sul-americano", relembra Piter, que não chegou a entrar em campo em nenhuma das seis partidas. O Brasil terminou aquela competição em quarto lugar e os donos da casa, aproveitando a vantagem do frio e da altitude, foram os campeões.

Comercial 1966
COMERCIAL 1966: Rosan, Piter, Jorge, Piloto, Amauri e Ferreira;
Peixinho, Luiz, Paulo Bim, Jair Bala e Carlos César.

Nos anos seguintes, de tanta marcação cerrada em Pelé, o atacante tentou levá-lo para o Santos. "Mas o presidente do Comercial, Mário Ricci, não me deixou ir", afirma Piter. A trajetória do jogador no alvinegro se encerrou em 1973, quando se transferiu para o Atlético Goianiense, de Goiás, time que defendeu até 76, quando encerrou a carreira.

Continue em: O amigo do Rei »

Nenhum comentário. Seja o primeiro!

Os comentários enviados não são publicados automaticamente.
Cometários anônimos ou com conteúdo ofensivo não serão publicados.


* Seu e-mail não será publicado no site